Chefiada por uma francófila de verdade, Ilda Santiago, o festival sempre esteve interessado no cinema francês. Este ano não é uma exceção; um programa muito especial foi criado em conjunto como parte do chamado "Ano da França no Brasil", uma temporada cultural, que está celebrando a arte francêsa em todo o país. E logo duas das mulheres mais emblemáticas do cinema francês estão presentes no Rio de Janeiro. E tanto como jornalista e como um fã de filmes eu gostaria de dedicar este editorial a elas. .
Obviamente estou me referindo a diretora Agnès Varda e a atriz Jeanne Moreau. Uma delas apresentou o seu mais recente filme, uma tentativa autobiografia e caseira e a outra é a convidada de honra do festival. Ambas são líderes e ícones do famoso New Wave.
Nestes últimos dias, tive a oportunidade de passar algum tempo em companhia da famosa diretora e o que mais me impressionou foi a sua humanidade e a bondade em compartilhar com as pessoas. Primeiro eu conheci Agnès Varda, em Copacabana. Vendo-a filmar os trabalhadores de rua com uma pequena câmera foi realmente uma experiência. Outro grande momento foi quando Jeanne Moreau visitou um centro cultural em uma das favelas do Rio de Janeiro, discutindo abertamente sobre sua carreira e incentivando os jovens a serem audaciosos com seus projetos.
Vivenciar esses momentos da vida, e de uma forma de cinema, foi ótimo. Espero que vocês tenham a oportunidade de (re) descobrir Agnès e os filmes de Jeanne. E que a cooperação do cinema brasileiro-francês se aproxime ainda mais nos próximos anos!
Pierre-Anthony Canovas


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